sábado, 22 de março de 2008

Mordaças




Mordaças...

Quanto mais me calo, me amordaço
Mais sufoco no meu peito a dor
De negar pro mundo todo meu amor
Num gemido doido de emoção
Com o sentido intenso do meu coração...

E as palavras amarradas, esmagadas
Retidas, sofridas sem eco, em vão
Peneiram espasmos, estridentes feras
Retalhadas, sentidas em irreais esperas
Machucam, fantasiosas trilhas da emoção...

Se em mim brotam em atropelados borbotões
As palavras esmagadas, caladas, censuradas
Tento esboçar migalhas de entrelinhas
Pra avivar todas estas frases tão minhas
Meus lábios quedam cerrados, trêmulos, amordaçados...

Mordaças do desencanto, afrouxem mais essa dor
Deixem-me falar e dizer em versos meu amor
Meus lábios frios, insensíveis loucos pra revelar
O calor que brota em cascatas de ilusão
Amor sofrido, gemido de tanta paixão...

Palavras, mordaças de um amor infindo
Gemem comigo este silêncio que amargura a alma
Deixa eu soprar em cálidos estertores
Deixa eu pecar meus íntimos temores
Deixa eu sonhar ser amado sem ter dores...

Myriam Peres

sexta-feira, 21 de março de 2008

Amar


"Amar os outros é a única salvação individual que conheço. Ninguém estará perdido se der amor, e à vezes receber amor em troca."

terça-feira, 18 de março de 2008

Saudades


"Aqueles que passam por nós,
não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós."

("Antoine de Saint-Exupery")

sexta-feira, 14 de março de 2008

Desconvecso


Mesmo sem te olhar, sem te tocar, sem te sentir...
É bom saber que estás aí. Desse lado!
Sabe-me bem, saber que existes. És de verdade. És real.
Não és um produto da minha imaginação. Não te inventei.
Mesmo longe, eu sei que estás por aí.
Mas...sabes, é que tenho tantas saudades tuas!!!

Te amo


Olhar para a frente sem saber o que vai ser de nós. Olhar para trás sem nada poder reviver, corrigir, emendar sequer. Não conseguir fixar o presente, bom ou mau, tanto faz, o presente que não será mais. Sentir-se transportado para a frente e depois para trás, ficar tonto, prestes a cair, sem ter mais no que pensar. Levantar, andar, voltar e depois parar num mesmo sítio, sempre diferente. Desistir, recomeçar, deixar cair, agarrar por momentos e depois abandonar. Sentir-se feliz, absolutamente feliz, e logo depois desesperar, sem esperança alguma de voltar a acreditar, e depois voltar a acreditar, e sentir a felicidade, aos poucos, a voltar. Tudo isto à volta de um amor, por causa de um amor, tudo isto e muito mais, meu amor, que te tenho de esconder. Senão dizia-te!

(Pedro Paixão)

Visões


Ao te ver assim ...
Lânguida...
Fugaz...
Como um raio...
Sem dor...
Sangro...
Sozinho...

Minha força está na solidão.
Não tenho medo nem das chuvas tempestivas
nem das grandes ventanias soltas,
pois eu também sou o escuro da noite.

Clarice Lispector

quinta-feira, 13 de março de 2008

A falácia do amor

“Amor, amizade, respeito, admiração são a resposta emocional às virtudes do outro, o pagamento espiritual dado em troca do prazer pessoal egoísta que se obtém das virtudes de carácter do outro. É o altruísta que diz que a valorização das virtudes de outra pessoa é um ato de desinteresse. Amar é dar valor. Somente um homem racionalmente egoísta, que se valoriza a si mesmo, é capaz de valorizar alguém.”

(Ayn Rand em A virtude do Egoísmo)

LIbertários

O problema das sociedades colectivistas

Os sistemas colectivistas partem do pressuposto de que o homem merece determinados direitos apenas por sua condição humana. Basicamente oferece-se uma parcela de toda propriedade do mundo para todos os seres humanos existentes, desconsiderando qualquer merecimento que a pessoa possa ter. Os ladrões e preguiçosos ganham o mesmo tanto que os trabalhadores, e, sendo o trabalho um sacrifício, o benefício de viver sem trabalhar (no entanto se apropriando dos frutos do trabalho alheio) são muito maiores.

O problema é que a busca por satisfação está entranhada no ser humano. Qualquer sociedade que desconsidere isso e acredite que todos seremos maravilhosos e bonzinhos por simples altruísmo (ou por doutrinação), é falha

domingo, 9 de março de 2008

Minha vida

Minha vida

Ponto de partida

"Já se vão três semanas que convivo com tal pensamento sempre só com ele, sempre petrificado por sua presença , sempre curvado sob seu peso! "

(Victor Hugo)

sexta-feira, 7 de março de 2008

Dores da alma

Sensação de flutuar...
Fugaz , sem desafetos...
Sangra como fel , amargo...
Dolorido, sem marcas...
Irreal...

terça-feira, 4 de março de 2008

Tudo menos você!

O que a alma sente quando desfalece em mim a força deste amor...
Minha alma vagara por este mundo sem fim ...
Sonhos que nunca serão realizados...
Desejos profundamente enterrados...
Sonhos morbidos e ferozes...
Tudo assim sem nexos...