domingo, 20 de abril de 2008

Filhos



Tuas crianças
Tuas crianças não são tuas crianças. Elas são os filhos da Vida que anseian por si. Elas vieram através de ti mas não são de ti, e a despeito de estarem contigo elas não te pertecem.
Tu podes dar-lhe teu amor, mas não teus pensamentos, pois elas têm seus próprios pensamentos.

Tu podes hospedar seus corpos mas não suas almas, pois suas almas habitam a casa do Amanhã, que tu não podes visitar, mesmo em teus sonhos.

Tu podes empenhar-te para seres como elas, mas não tente fazê-las serem como tu, pois a Vida não caminha para trás nem coabita com o Ontem.

Tu és o Arco do qual tuas crianças, como flechas vivas, são impulsionadas.

Arqueiro, vede a marca sobre a trajetória do Infinito, a Ele te dobra com Seu Poder para que tuas flechas sigam velozes e para longe.

Deixes que a flexão na mão do arqueiro seja para o contentamento e a felicidade;

Pois assim como Ele ama a flecha que voa

Ele ama também o arco que seja firme."

Gibran Khalil Gibran

terça-feira, 15 de abril de 2008

ATÉ QUANDO




Até quando tua voz
Será meu ritmo?
Até quando teu sorriso
Será meu sonho?
Até quando teu beijo
Será minha loucura?
Até quando teu corpo
Será minha raiz?

Esta noite a poesia invade
Meus desejos mais sinceros
Com o peso de teu silêncio.
Esta noite a Lua engravida
Meus pensamentos mais distantes
Com a força de tua ausência.
Esta noite o som penetra
Meus sentimentos mais difusos
Com o ritmo de tua verdade

Catherine Beltrão

Ah, tanto tempo faz... partiste


Porque sempre foste
A primavera em minha vida
Volta para mim
Desponta novamente no meu canto
Eu te amo tanto mais
Te quero tanto mais
Ah, tanto tempo faz partiste
Como a primavera
Que também te viu partir
Sem um adeus sequer
E nada existe mais em minha vida
Como um carinho teu
Como um silêncio teu
Lembra um sorriso teu
Tão triste

A Lua sem compaixão
Sempre a vagar no céu
Onde se esconde a minha bem-amada
Onde a minha namorada
Vai e diz a ela as minhas penas
E que eu peço,
Peço apenas que ela lembre
As nossas horas de poesia
As noites de paixão
E diz-lhe da saudade
Em que me viste
Que estou sozinho
Que só existe
Meu canto triste
Na solidão

domingo, 13 de abril de 2008

Coragem



Não existe choque de religiões, não existe choque de civilizações, existe, sim, um choque de mentalidades, um choque entre o passado e o futuro, entre liberdade e opressão, entre aqueles que respeitam os direitos humanos e aqueles que tripudiam sobre esses direitos, entre aqueles que tratam as mulheres como animais e aqueles que as tratam como os seres humanos que de fato são.
Wafa Sultan

domingo, 6 de abril de 2008