sexta-feira, 24 de abril de 2009

Houve um dia!


Houve um dia em que me deram tintas para pintar a vida,

Mas eu não entendi e elas acabaram por secar,

Hoje preciso delas e já nem sei o que são cores.

Deixei-me levar pelo sonho

E agora que não sou nada aparte dele,

Visto-me de negro e pinto letras sem sentido que se lhes aponte.

- - - - - - - - - - - -

Já não tenho bem noção das marcas que deixei,

Das cores com que te pintei sem saber que as tinhas.

Estou hoje preso no que te dei,

No que não há de voltar a mim,

Na imagem com que te sonhei,

Na vida onde que te imaginei.
- - - - - - - - - - - -

Agora, de negro gasto pelo tempo,

Relato o caminho para saber que já andei.

Olho a volta sem saber o que de mim sobrou,

Serve-me de alento ao corpo frio

O manto de cores que deixas-te para trás.
- - - - - - - - - - - -

Houve um dia em que voltas-te disposto a ser pintado

Mas fechei-te a porta, por engano.

Mal de mim, prendi-me cá fora,

Tranquei-me em mim sem hipótese de voltar.

Agora olho a preto e branco as cores da tua vida,

Já não lhes pertenço…

Cores ligam com cores e as minhas eu deixei-as secar.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Incompreensaõ


Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
Caio Fernando Abreu

Dê-me Força meu Amor


Quando te vi, não pude acreditar.
O que senti, não deu pra controlar.
Foi à paixão que no meu coração
Começou a nascer. Hoje estou assim
Nesse amor sem fim querendo você